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Sai de Baixo: O Filme | Crítica

Longa demonstra que a série não devia ter abandonado as telinhas

  Quando a série televisiva Sai de Baixo era produzida pela Rede Globo, um de seus grandes trunfos estava no fato de que o humorístico era gravado ao vivo em um teatro, com a presença de uma plateia. A troca imediata com o público gerava sequências hilárias, vindas do improviso dos atores em cena e de seus inevitáveis erros durante a apresentação.

  Sai de Baixo: O Filme tenta, em algumas cenas, emular o espírito teatral do original, mas, por se tratar de uma mídia diferente, o resultado não é muito satisfatório, mostrando que Caco Antibes, Magda, Cassandra, Ribamar e cia. foram mesmo feitos para os palcos e para as telinhas.

  Um exemplo disso é um trecho em que Miguel Falabella e Tom Cavalcante começam a falar sobre a vaidade de Aracy Balabanian. É um diálogo que, no palco, com a reação da plateia, seria hilário. Já no cinema, ficou deslocado de tudo o que estava acontecendo até então, sendo uma mudança brusca no foco da cena.

  Apesar disso, os bons momentos de Sai de Baixo: O Filme existem, e se devem inteiramente pela dinâmica entre os atores, que, completamente seguros de seus personagens, conseguem entregar sacadas que evocam os elementos que consagraram o programa no final da década de 90, ao mesmo tempo em que certas coisas foram atualizadas e subvertidas, como Magda agora não aceitar calar a boca, se intitulando “uma mulher empolerada”, indo na contramão de toda a construção que foi dada a ela na série.

  Não há muito o que falar sobre a trama, já que ela existe apenas como um pretexto para mostrar as interações e loucuras entre os personagens. Nessa história, a família precisa retirar do país US$ 200 milhões em pedras preciosas, em troca de parte da bolada, num esquema bolado pela Madame Rôlas (Lúcio Mauro Filho), uma prima de Magda.

  Quando o longa foi anunciado, uma das discussões recorrentes na internet era o questionamento se Caco Antibes seria uma figura aceita pelo público nos dias de hoje, dada a sua construção 100% politicamente incorreta. Falabella mostra que ainda domina com maestria o terno e não abre mão daquilo que o consagrou, mesmo que isso não seja mais tão bem visto socialmente.

  Em vários discursos sobre o seu “horror a pobre”, o ator escancara que o personagem é apenas uma caricatura exagerada de uma classe média tosca que acredita que tem o rei na barriga, grupo que aparece em seus mais variados tipos Brasil afora.

  É certo que Sai de Baixo: O Filme está acima da média em relação às outras “Globochanchadas”, mas também se apresenta como um lembrete de que algumas histórias não foram feitas para serem migradas de uma mídia para a outra.

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polyana trindade
quinta-feira, jun 6. 2019 2:45 PM
Quero mandar um bjao e a musica,Lembro\\brunno carvalho p\\altayr veloso comcarinho
Biazini
sábado, jun 22. 2019 1:41 PM
João Henrique você é 10 , tmj
Anderson Rodrigues Lessa
quinta-feira, jul 4. 2019 11:48 AM
Suel e moleza na capital hitts
Millani Ramos Gonçalves
quarta-feira, jul 31. 2019 9:56 AM
Millani Ramos
gizele maldonado
terça-feira, ago 13. 2019 8:11 AM
Quero mandar um bjao e a musica,barreiras do brunno carvalho p\\beto fonseca jr,centro de campos com amor e carinho,,okkk

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